O trabalho é a forma que os seres humanos utilizam para transformar a natureza. Desse processo, obtêm sustento e sobrevivência. Para muitos, também existe o prazer de criar, inventar e gerar. Ele é parte do cotidiano de praticamente todos os adultos e, infelizmente, também de crianças em algumas partes do mundo. Dependendo das relações de trabalho e do tipo de atividade, a execução de uma tarefa pode ser mais, ou menos, penosa e debilitante.
O termo trabalho vem do latim tripallium, um instrumento do Império Romano que era usado para castigar os escravos. Daí se vê que nem tudo é satisfação no trabalho nosso de cada dia. As relações de trabalho quase sempre são assimétricas – uma parte está interessada em retirar o máximo de produtividade daquele trabalhador e atividade, enquanto a outra parte quer ter ganhos pelo trabalho feito mas precisa preservar sua integridade. Das características dessa relação, nem sempre justa, surgiram as primeiras preocupações com a saúde do trabalho.
Em 1973, a OMS (Organização Mundial da Saúde) classificou os riscos ocupacionais em riscos biológicos, físicos, químicos, ergonômicos e psicossociais. Ao chamar a atenção para uma gama tão ampla de problemas que podem surgir na execução de tarefas e trabalhos, a OMS apontou para a urgência do estabelecimento de programas e políticas públicas de medicina do trabalho e saúde do trabalhador.
No Brasil, existe uma ampla e complexa teia de leis, decretos, portarias e protocolos para apoio, proteção e prevenção de acidentes de trabalho e saúde do trabalhador. Uma consulta ao site do Ministério do Trabalho pode revelar a complexidade e amplitude dessa legislação.
Essas leis criaram a necessidade de especialistas, os médicos do trabalho ou médicos ocupacionais. Esses profissionais são os indicados para desenvolver, implantar e manter um programa de atendimento á saúde do trabalhador. Esse médico está apto a avaliar a capacidade do candidato ao emprego tendo em vista as características do trabalho a ser executado. Também fica encarregado da monitoração periódica da saúde desse trabalhador e de ocupar-se especialmente dos problemas que podem surgir de uma atividade ou ambiente de trabalho específico.
Além desse trabalho de prevenção e controle, a medicina do trabalho é parte importante da segurança do trabalho e da prevenção de acidentes. Os acidentes de trabalho são fator relevante na saúde do trabalhador, já que interrompem a atividade produtiva daquele trabalhador, seja por algum tempo ou definitivamente. Acidente de trabalho é todo aquele acidente que ocorre pelo exercício do trabalho ou a serviço da empresa, incluindo o trajeto de e para o trabalho. Também são considerados acidentes de trabalho as doenças profissionais e as doenças do trabalho.
Desse modo, a saúde ocupacional visa promover, manter e restaurar a saúde física, mental e social dos trabalhadores. Para isso, leva em conta os riscos próprios que decorrem de tarefas específicas e do ambiente em que essas tarefas acontecem. As clínicas de medicina do trabalho são as mais indicadas para tratar das questões de saúde ocupacional. Elas podem prover a empresa com um programa de controle médico de saúde ocupacional, obedecendo a legislação vigente. Esse programa estabelecerá metas e procedimentos para prevenir doenças relacionadas ao trabalho e detectar doenças nos trabalhadores ou candidatos ao trabalho. Esses programas, além de satisfazerem as exigências legais, trazem outros benefícios como diminuição do absenteísmo, maior produtividade e bem estar e satisfação dos trabalhadores.
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